30 de novembro de 2010

Querido Diário

Hoje fiz isso, isso e aquilo outro... Ah! Fala sério! Sobre muitas coisas que vi, ouvi e li, conclui que ainda existem pessoas, na maioria garotas, da minha idade que escrevem em diários. Eu não deixo de ser uma dessas meninas, mas não tenho nenhum caderno com cadeado escondido em baixo do colchão ou do travesseiro. Simplesmente gosto de escrever, em uma folha qualquer, o que eu sinto. Geralmente quando estou triste, angustiada, indecisa, com raiva e, raramente, quando estou feliz. E o que faço com essas folhas? Às vezes queimo, às vezes pico em miúdos pedacinhos, e alguns (alguns mesmo) eu guardo em uma caixinha e, depois de muito tempo, quando eu leio me lembro exatamente do que eu estava sentindo naquele dia e vejo como aquela raiva ou aquele sentimento doloroso me ajudou a me tornar uma pessoa mais forte, mais sensata e me ensinou a lidar com os golpes que a vida me dá, com os desafios que se põe diante de mim, e com aquilo tudo que me fazia sofrer e que me fazia parar tudo o que eu estava fazendo para escrever sobre os meus sofridos e sinceros sentimentos.
E agora contarei aqui no blog.

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